A revolução da Indústria Digital

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Mentes brilhantes aliadas a máquinas estão tornando a indústria ainda mais eficiente

A inovação sempre foi o ingrediente mais poderoso para nos ajudar a produzir mais, usando menos recursos. Cada revolução tecnológica teve um grande impacto na maneira em que vivemos, transformando a economia, criando empregos, ajudando a nos comunicar melhor e aumentando nossa qualidade de vida.
Agora, estamos entrando em uma nova revolução. A tecnologia está impulsionando, mais uma vez, a produtividade do setor industrial. A indústria digital está permitindo que máquinas sejam capazes de enxergar, ouvir, sentir e enviar dados pela internet em tempo real, para que sejam operadas de maneira muito mais eficiente.

Em 2020 estima-se que 20 bilhões de dispositivos estejam conectados à internet.
A Internet Industrial tem o potencial de desencadear uma nova onda de inovação, explorando os limites entre mentes e máquinas, otimizando não apenas a indústria em si, mas todos os aspectos de nossas vidas. Não dá pra ignorar números assim, tão expressivos.

Primeira Revolução Industrial – Final do Século 18

Este  grande salto tecnológico substituiu a produção manual pela força mecânica, graças as primeiras máquinas à vapor. A revolução industrial iniciou no Reino Unido e impulsionou principalmente a indústria têxtil.

Segunda Revolução Industrial – Início do Século 20

O uso da eletricidade permitiu a aplicação do conceito de linhas de montagem e o surgimento da produção em massa. A enorme expansão das linhas de trem e telégrafos, além da invenção do telefone, possibilitaram que pessoas se locomovessem e se  comunicassem mais eficientemente.

Terceira Revolução Industrial – Década de 1970

Deu início a substituição do uso da tecnologia mecânica e analógica pela digital. O surgimento de circuitos eletrônicos e suas tecnologias, como os computadores, gerou novos ganhos em produtividade com a automatização dos processos. Este período marcou o início da era da informação. Surgiu a internet e a troca de informações se tornou algo rápido e acessível à todos.

Hoje – Quarta Revolução Tecnológica

A Internet das coisas permite que dispositivos físicos se conectem com a internet e colete dados sem a ajuda humana. A aplicação desta tecnologia e a análise avançada de máquinas, evitando o desperdício de recursos e tornando as indústrias mais eficientes.

A transformação da tecnologia impulsiona a produtividade e traz crescimento econômico!

Durante boa parte da história da humanidade, o padrão de vida e o crescimento da produtividade transformaram-se de maneira extremamente lenta. Até que, 200 anos atrás, um grande salto tecnológico substituiu pessoas e animais por força mecânica, graças às primeiras máquinas a vapor. A Revolução Industrial se desdobrou em ondas, que foram acontecendo em períodos cada vez mais curtos. A segunda onda trouxe motores de combustão interna, carros, aviões, telégrafo, telefone e, principalmente, a eletricidade.

A Indústria Digital transformou nossas vidas e impulsionou a produtividade e o crescimento econômico. O faturamento per capita em economias do Ocidente demorou 800 anos para dobrar até o início do século 19. Nos 150 anos seguintes, esse faturamento cresceu 13 vezes.

Na década de 1970, o crescimento da produtividade se estabilizou, desacelerando a economia. Veio, então, a terceira onda, com a expansão da computação e da internet global, que transformaram a maneira como fazemos negócios, consumimos conteúdo e nos comunicamos com outras pessoas. E com ela veio um novo salto em produtividade.

Os avanços tecnológicos permitiram que companhias surgidas do nada se tornassem bilionárias em um curto espaço de tempo, como o Facebook, que foi de zero a uma receita de quase US$ 2 bilhões em menos de 6 anos.

A revolução dos dados transformou a economia, mas, por volta de 2005, os ganhos de produtividade se estabilizaram novamente. Porém, a contínua evolução da tecnologia segue criando novas oportunidades.

Desde que foram inventados, os computadores sempre foram dependentes dos humanos para receberem informações. Pessoas digitam textos, compartilham fotos e escaneiam códigos de barras, que alimentam os computadores e a internet. O problema é que os seres humanos são ótimos para terem novas ideias, mas não são eficientes para capturarem dados de coisas físicas, como equipamentos e máquinas. Para resolver isto, foi criada a Internet das Coisas, termo cunhado pelo empreendedor britânico Kevin Ashton, em 1999, para descrever dispositivos físicos conectados à internet, coletando dados sem a necessidade de ajuda humana.

Nos últimos anos, a Internet das Coisas permitiu que dispositivos tão distintos quanto automóveis ou monitores cardíacos se conectem à internet. Agora, a Internet Industrial permite que fábricas, trens e plataformas de petróleo também estejam conectados, enviando dados em tempo real e permitindo que pessoas consigam aprender melhor como eles funcionam, evitando desperdício de recursos e tornando as indústrias mais eficientes.

O potencial de transformar as indústrias está atraindo o investimento de gigantes. Um deles é o governo alemão, que, como uma das principais iniciativas de estratégia para a década, decidiu investir no que eles chamam de Indústria 4.0. O objetivo é tornar o país líder europeu em manufatura digital.

O Fórum Econômico Mundial ouviu especialistas da indústria, e 52% deles acreditam que a Internet Industrial vai criar mais oportunidades – tanto em quantidade, quanto em qualidade – em vez de tirar empregos.

Fonte:http://internetindustrial.epocanegocios.globo.com/